{"id":15,"date":"2021-04-09T19:10:38","date_gmt":"2021-04-09T19:10:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redlatambiocultural.org\/educacionsocioambiental\/?p=15"},"modified":"2021-04-09T19:16:15","modified_gmt":"2021-04-09T19:16:15","slug":"compartilhando-nosso-conceito-de-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redlatambiocultural.org\/educacionsocioambiental\/2021\/04\/09\/compartilhando-nosso-conceito-de-educacao\/","title":{"rendered":"COMPARTILHANDO NOSSO CONCEITO DE EDUCA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"\n<p>Para n\u00f3s do nodo&nbsp;<em>Educa\u00e7\u00e3o Socioambiental e Pedagogias Pr\u00f3prias<\/em>, educar&nbsp;significa compartilhar com algu\u00e9m, ou com um grupo de pessoas, por meio de&nbsp;v\u00e1rios meios e estrat\u00e9gias, as formas como vemos e conhecemos o mundo e os&nbsp;seus fen\u00f4menos (sejam eles naturais e\/ou espirituais). Assim, os nossos&nbsp;conhecimentos n\u00e3o s\u00e3o constru\u00e7\u00f5es isoladas, de um \u00fanico ser, mas tamb\u00e9m&nbsp;atreladas \u00e0s atividades culturais, nas quais transitamos, sendo, portanto,&nbsp;constru\u00e7\u00f5es sociais e, ao mesmo tempo, individuais, da compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o&nbsp;com o outro e com os objetos, das nossas reflex\u00f5es e significa\u00e7\u00f5es das&nbsp;exist\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os diversos modos de conhecer e explicar o mundo, temos os da ci\u00eancia&nbsp;ocidental e de outros sistemas de conhecimento, como os das comunidades&nbsp;tradicionais. Da ci\u00eancia ocidental, os conhecimentos e pr\u00e1ticas s\u00e3o&nbsp;compartilhados pelas comunidades cient\u00edficas ao longo dos anos, iniciados na&nbsp;Europa do s\u00e9culo XVII e que se expandiu pelo resto do mundo durante os&nbsp;per\u00edodos de coloniza\u00e7\u00e3o, trazendo muitos benef\u00edcios para a humanidade, como&nbsp;nos campos da sa\u00fade, transporte e comunica\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m, usurpa\u00e7\u00e3o,&nbsp;sofrimento e perdas, especificamente aos povos da Abya-Yala. Inicialmente com&nbsp;o genoc\u00eddio ind\u00edgena e com os povos afrodescendentes que aqui&nbsp;especificamente na Am\u00e9rica latina foram escravizados, com a ideia de que&nbsp;ficaram presos na hist\u00f3ria, eram \u00abselvagens e incultos\u00bb e, portanto, seria&nbsp;necess\u00e1rio \u00abciviliz\u00e1-los e educ\u00e1-los\u00bb, nos moldes Europeu, sem respeito alguma&nbsp;\u00e0s suas tradi\u00e7\u00f5es culturais, que lhes garantiam e ainda lhes garante as suas&nbsp;exist\u00eancias e prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio biocultural da nossa Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, muitas escolas que foram instaladas desde os per\u00edodos das&nbsp;coloniza\u00e7\u00f5es t\u00eam a\u00e7\u00f5es cientificistas, decorrentes de uma ideologia que tem&nbsp;superioridade na ci\u00eancia ocidental, desconsiderando e\/ou anulando todos os&nbsp;demais sistemas de conhecimento nos processos educativos. Contudo, tamb\u00e9m&nbsp;\u00e9 fato, algumas comunidades tradicionais resistiram aos ataques dos&nbsp;colonizadores e ainda resistem \u00e0 pedagogia cientificista, quando mesmo&nbsp;frequentando os espa\u00e7os escolares mentem as suas tradi\u00e7\u00f5es culturais, os seus&nbsp;modos de viver e de se relacionar com a natureza do seu entorno, transmitindo&nbsp;aos seus descendentes, durante v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es, conhecimentos e pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, outras comunidades, consideradas locais por n\u00e3o manterem seus&nbsp;modos de vida exclusivamente dentro das tradi\u00e7\u00f5es culturais de seus ancestrais,&nbsp;v\u00eam recebendo cada vez mais influ\u00eancia dos processos de globaliza\u00e7\u00e3o, que&nbsp;exaltam os interesses econ\u00f4micos de grandes ind\u00fastrias com a explora\u00e7\u00e3o dos&nbsp;biomas, frequentemente marginalizando, expulsando e em alguns casos&nbsp;induzindo as pessoas a deixarem suas terras em busca de empregos&nbsp;assalariados nas grandes cidades, levando ao esgotamento dos recursos&nbsp;naturais, desequil\u00edbrio ambiental, pobreza, mis\u00e9ria e conflitos sociais, entre&nbsp;outros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Objetivos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Logicamente, para reverter esse quadro, s\u00e3o necess\u00e1rias mobiliza\u00e7\u00f5es de&nbsp;pessoas para formar grupos que criem e defendam a exist\u00eancia de diferentes&nbsp;perspectivas educacionais, que possuem pedagogias espec\u00edficas aos seus&nbsp;diversos grupos socioculturais, que possam contribuir fortemente para novas&nbsp;abordagens e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas nos nossos pa\u00edses Latino-americanos, cujos&nbsp;desejos imperativos s\u00e3o, ou deveriam ser, colaborar no desenvolvimento e&nbsp;amplia\u00e7\u00e3o dos pensamentos e, consequentemente, a\u00e7\u00f5es em favor da&nbsp;diversidade biol\u00f3gica (biodiversidade) e dos conhecimentos tradicionais. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o nodo Educa\u00e7\u00e3o Socioambiental e Pedagogias Pr\u00f3prias, tem o objetivo&nbsp;mais amplo de incentivar e promover a dissemina\u00e7\u00e3o dos saberes e pr\u00e1ticas das&nbsp;comunidades tradicionais, que s\u00e3o constru\u00eddos em seus processos educativos,&nbsp;decorrentes de suas rela\u00e7\u00f5es socioambientais. De forma complementar,&nbsp;promovem a solidariedade, a criatividade, a afetividade, o reconhecimento e a&nbsp;valoriza\u00e7\u00e3o das suas identidades tendo por base as suas pr\u00f3prias vis\u00f5es e&nbsp;valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, reconhecendo a exist\u00eancia de diferentes formas de conhecer e&nbsp;transitar de conhecimentos entre as sociedades e suas culturas, o objetivo deste&nbsp;nodo \u00e9 tamb\u00e9m a divulga\u00e7\u00e3o de trabalhos que apresentem a interculturalidade&nbsp;de saberes e pr\u00e1ticas atrav\u00e9s de di\u00e1logos em prol da amplia\u00e7\u00e3o das vis\u00f5es de&nbsp;natureza dos povos, reconhecendo, respeitando e valorizando as diferen\u00e7as&nbsp;culturais em seus contextos; ao contr\u00e1rio do que foi promovido no passado&nbsp;hist\u00f3rico atrav\u00e9s das coloniza\u00e7\u00f5es e ainda acontece em muitas sociedades,&nbsp;quando as representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o silenciadas ou s\u00e3o feitas tentativas de anula\u00e7\u00e3o&nbsp;dos saberes e pr\u00e1ticas tradicionais. Dessa forma, entendemos que \u00e9 necess\u00e1rio&nbsp;unir esfor\u00e7os em movimentos para disseminar as experi\u00eancias e hist\u00f3rias de vida&nbsp;dos atores dos saberes tradicionais e ancestrais de forma dial\u00e9tica, em conjunto&nbsp;com o conhecimento cient\u00edfico, pois segundo Freire (1996), a emancipa\u00e7\u00e3o dos&nbsp;seres humanos passa pelo seu desenvolvimento cr\u00edtico e isso requer o&nbsp;compartilhamento de experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Gadotti (2000), esse compartilhamento n\u00e3o poderia ser reprodutor do&nbsp;conhecimento, mas problematizador, para que o conhecimento possa coexistir&nbsp;em suas diferen\u00e7as no plano educacional e numa perspectiva dial\u00f3gica, embora&nbsp;conflitos possam acontecer. O papel do educador ser\u00e1 sempre um mediador&nbsp;cultural, negociando significados, contextos de aplicabilidade, de melhores&nbsp;respostas aos problemas levantados.<\/p>\n\n\n\n<p>Significa a uni\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o de um grupo composto por membros&nbsp;de comunidades tradicionais em um trabalho colaborativo e participativo com a&nbsp;comunidade acad\u00eamica, que considera os saberes e pr\u00e1ticas n\u00e3o como&nbsp;superiores, inquestion\u00e1veis e universais, mas poss\u00edveis de di\u00e1logo horizontal.&nbsp;Um grupo capaz de realizar an\u00e1lises cr\u00edticas sobre determinadas situa\u00e7\u00f5es,&nbsp;saberes e pr\u00e1ticas, as suas consequ\u00eancias, bem como fazer escolhas e tomar&nbsp;decis\u00f5es que permitam as mudan\u00e7as necess\u00e1rias, e de forma aut\u00f4noma a favor&nbsp;da prote\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio biocultural, considerando que toda cultura \u00e9 din\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, esperamos promover a educa\u00e7\u00e3o intercultural, que possa contribuir&nbsp;para a amplia\u00e7\u00e3o de saberes e pr\u00e1ticas coletivas, a partir da inser\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias culturais e numa perspectiva inter e transdisciplinar, que se d\u00e1 por&nbsp;meio de esfor\u00e7o colaborativo e di\u00e1logo intercultural. Assumimos o compromisso&nbsp;de trabalharmos juntos, a\u00e7\u00f5es que contribuam para a educa\u00e7\u00e3o dos povos&nbsp;tradicionais, que deem conta de suas dif\u00edceis realidades nos espa\u00e7os formais,&nbsp;n\u00e3o formais e informais, impulsionado pelas abordagens euroc\u00eantricas e&nbsp;cient\u00edficas que s\u00e3o movidas pelos ideais da globaliza\u00e7\u00e3o e neoliberalismo.&nbsp;Defendemos e respeitamos uma vis\u00e3o plural da educa\u00e7\u00e3o, tanto para a&nbsp;educa\u00e7\u00e3o ocidentalizada quanto para os povos \u00e9tnicos; liberdade de escolha, de&nbsp;representa\u00e7\u00e3o do pensamento, respeitadora de saberes e a\u00e7\u00f5es diretamente&nbsp;vinculadas ao patrim\u00f4nio biocultural da Am\u00e9rica Latina, por meio do uso de&nbsp;diferentes linguagens.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bibliograf\u00eda B\u00e1sica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AIKENHEAD, G.; LIMA, K. E. C. 2009. Science, Culture and Citizenship: Cross-Cultural Science Education. In: Revista Brasileira de Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o em&nbsp;Ci\u00eancias, v. 9, n. 3, p.1-15.<\/p>\n\n\n\n<p>Baptista, G.C.S. Baptista. 2018. Tables of contextual cognition: A proposal for&nbsp;intercultural research in science education Cultural Studies of Science Education,&nbsp;v.13, n.1, p. 845-863. DOI: &lt;10.1007\/s11422-017-9807-3&gt;<\/p>\n\n\n\n<p>CARR, W. KEMMIS, S. 1988. Teor\u00eda Cr\u00edtica de la Ense\u00f1anza \u2013 La investigaci\u00f3n-acci\u00f3n en la formaci\u00f3n del profesorado. Mart\u00ednez Roca<\/p>\n\n\n\n<p>Cobern, W. W., Loving, C. C. (2001). Defining \u00abscience\u00bb in a multicultural world.&nbsp;Science Education, 85(1), 50-61.&nbsp;<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1002\/1098-237X(200101)85:1%3c50::AID-SCE5%3e3.0.CO;2-G\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/doi.org\/10.1002\/1098-<\/a><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1002\/1098-237X(200101)85:1%3c50::AID-SCE5%3e3.0.CO;2-G\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">237X(200101)85:1&lt;50::AID-SCE5&gt;3.0.CO;2-G<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>DIEGUES, A. C.; ARRUDA, R. S. V. (Orgs). Saberes tradicionais e&nbsp;biodiversidade no Brasil. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. S\u00e3o Paulo: USP,&nbsp;2001. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa,&nbsp;25 ed., S\u00e3o Paulo. Paz e Terra, 1996. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FREIRE, P. Alfabetiza\u00e7\u00e3o: leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de Janeiro:&nbsp;Paz e Terra, 3\u00aa. Ed, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>GADOTTI, M. Pedagogia da Terra. 3\u00aa. ed. S\u00e3o Paulo: Funda\u00e7\u00e3o Peir\u00f3polis,&nbsp;2000.<\/p>\n\n\n\n<p>TRILLA I BERNET, J. (1989). La relaci\u00f3n teor\u00eda-pr\u00e1ctica en la pedagog\u00eda de&nbsp;Paulo Freire\u00bb. Temps d\u2019Educaci\u00f3, [en l\u00ednea], 1, p. 243-254&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.raco.cat\/index.php\/TempsEducacio\/article\/view\/139283\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.raco.cat\/index.php\/TempsEducacio\/article\/view\/139283<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>MOLINA-ANDRADE, A.; MOSQUERA-SU\u00c1REZ, C. J.; UTGES-VOLPE, G. R.;&nbsp;MOJICA-R\u00cdOS, L.; CIFUENTES-ARCILA, M. C.; REYES-RONCANCIO, J. D.;&nbsp;MART\u00cdNEZ-RIVERA, C. A.; Pedreros-Mart\u00ednez, R. I. 2014. Concepciones de los&nbsp;profesores sobre el fen\u00f3meno de la diversidad cultural y sus implicaciones en la&nbsp;ense\u00f1anza de las ciencias. N\u00famero 6, S\u00e9ries Grupos. Universidad Distrital&nbsp;Francisco Jos\u00e9 de Caldas, Bogot\u00e1, Col\u00f4mbia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para n\u00f3s do nodo&nbsp;Educa\u00e7\u00e3o Socioambiental e Pedagogias Pr\u00f3prias, educar&nbsp;significa compartilhar com algu\u00e9m, ou com um grupo de pessoas, por meio de&nbsp;v\u00e1rios meios e estrat\u00e9gias, as formas como vemos e conhecemos o mundo e os&nbsp;seus fen\u00f4menos (sejam eles naturais e\/ou espirituais). 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